COMO VIRAR O JOGO E SER CHEFE ANTES DOS 40 ANOS

O fantasma da estagnação de carreira, geralmente, começa a assombrar os profissionais que passam dos 35 anos e permanecem em funções mais técnicas. Ao notarem o sucesso rondar seus colegas de trabalho, essas pessoas começam a perceber que a tão desejada ascensão profissional está demorando a bater à porta.

Mas dá para virar o jogo e conquistar um cargo mais alto na hierarquia da empresa antes mesmo de completar 40 anos? Para Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLACoaching), pode acontecer. “Não é simples, mas, com metodologia e estratégia, é possível”, diz ele.

Confira então 7  dicas dos especialistas para retomar a trilha do crescimento de carreira e aumentar as chances de festejar seus 40 anos com uma plaquinha de chefe na mesa:

1. Estude as pessoas de sucesso

“Podemos aprender muito com as pessoas que atingiram o sucesso”, diz Martins. O especialista sugere que você estude os princípios que nortearam aqueles profissionais que chegaram ao topo para adicionar algumas estratégias ao seu repertório. “Geralmente as pessoas bem sucedidas têm um visão de mundo diferente, que é, na verdade o motor da motivação para trabalhar”, explica.

Escolha então quem são seus modelos e Investigue a missão e papel adquirido por estas pessoas na sociedade. “A motivação destas pessoas é interna, não depende de fatores externos, o que vem de fora age apenas como uma alavanca, mas não é o principal”, ressalta Mike.

2. Reúna informações sobre você

O autoconhecimento é essencial para saber o que vai bem e o que pode ser melhorado. “O profissional pode perceber que precisará aumentar e ampliar as competências de gerência, se este for o objetivo dele, por exemplo”, recomenda Walter Tamaki, diretor da Ventana Capital.

“Ao saber suas competências e habilidades, o profissional vai descobrir quais as forças e recursos de que já dispõe”, diz Martins. Em que tarefas você já adquiriu excelência? E qual o seu calcanhar de Aquiles? Encontre as respostas para estas perguntas antes de começar a agir.

3. Assuma a sua responsabilidade como autor da sua vida profissional

Para virar o jogo, tome as rédeas da sua carreira. “Do ponto de vista pessoal, um ponto importante é entender que você é autor da sua vida”, diz Tamaki. O sucesso não veio até agora? Não espere ele bater a sua porta, vá buscá-lo.

“Não fique esperando, assuma a responsabilidade de autoria”, recomenda Tamaki. Ou seja, colocar a culpa no chefe que não dá oportunidade ou em um colega de trabalho que puxou o seu tapete não vai ajudá-lo em nada.

4. Planeje como chegar aonde você quer

O objetivo é de ascensão profissional e você será o autor do seu sucesso. Mas, como chegar lá? “É hora de estabelecer metas de curto, médio e longo prazo”, sugere Martins.

Estando ciente do que você domina e do que ainda precisa aprender, determine quais serão as suas ações a partir de agora. Cursos, desenvolvimento de novas habilidades, participação em novos projetos. Defina o caminho a ser trilhado.

5. Tenha disciplina de ação

“É saber o que tem que ser feito e fazer”, resume Tamaki. Aposte na disciplina para tirar os planos do papel. Não espere mais tempo, você já sabe o que deve ser feito e a hora de começar a fazer é agora.

6. Mensure e avalie os resultados

A partir da ação você deve começar a mensurar seus resultados, de acordo com Martins. “Toda esta adaptação comportamental que está sendo feita precisa ser mensurada”, diz ele. Isso porque só assim será possível saber se o que está sendo feito está a aproximando das metas ou está a afastando desses objetivos. Com isso, você poderá realizar ajustes necessários para não sair da rota.

7. Faça a manutenção

Investir em mecanismos de acompanhamento periódicos dos resultados é a parte mais desafiadora de todo este processo de mudança. “É a maior dificuldade”, lembra Martins.

Na opinião dele, o ideal é revisitar metas e ações postas em prática semanalmente. “É um momento delicado, imagine quantos comportamentos enraizados precisam ser alterados para promover uma mudança aos 35 anos”, lembra Martins.