Evoluir com Autenticidade

Diversas vezes durante os cursos que ministro o tema Influência ou estilos comportamentais, como em cursos de liderança ou negociação, os alunos me perguntam se “nos adaptar aos outros” para sermos mais enficazes em motivação ou persuasão não é ser “falso”. Bem vamos analisar esta questão:

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  1. A escolha. O primeiro ponto que coloco é que “flexibilizar um comportamento” é uma escolha. Você pode fazer ou não, porém saiba que pessoas diferentes são estimuladas por palavras, comportamentos ou ações distintas, mesmo que estas sejam “fora de seu estilo natural”. Adaptar-se portanto é mais eficaz.
  2. Inteligência Emocional. Um segundo ponto, é que se ajustar ao outro exige grande autocontrole, ou seja, forte Inteligência Emocional, portanto, somente os mais habilidosos conseguem persistir em uma adaptação de comportamento por muito tempo. De qualquer forma, este que consegue empaticamente se colocar e agir da forma que o outro gostaria que agisse, sem duvida aumenta muito sua influencia e melhora sua compreensão em termos de comunicação.
  3. Evolução Natural. O terceiro ponto e final é o que fala a matéria da Harvard Business Review de Janeiro, entitulada “O Paradoxo da Autenticidade” escrita pela Profa. Herminia Ibarra da Insead. Nosso próprio processo de aprendizagem, baseado em feedbacks, vivências, cursos, grandes acontecimentos (como filhos, promoções), alteram nossa auto-imagem, e dessa forma, a própria imagem autêntica se altera ao longo do tempo.

Segundo ela, cabe a nós na verdade testarmos diferentes abordagens e verificarmos como nos sentimos. Caso estes comportamentos novos e adaptados estejam de acordo com nossos valores, nossas crenças e escolhas, isso significará não uma incoerência, porém uma evolução de nossas habilidades comportamentais.

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fonte: Matéria HBR Janeiro 2015 – “O Paradoxo da Autenticidade”Para quem quiser saber mais informações sobre o tema “Autenticidade da Liderança” pode visitar o próprio artigo da HBR ou pelo próprio livro “Autenticidade” de Bill George e Peter Sims.