Ilhas de Crescimento – Conheça os SETORES que ainda CRESCEM no Brasil e desbrave as oportunidades que eles oferecem

Artigo Escrito por João Marcelo Furlan


“Terra à Vista!” 

Esta frase é atribuída ao navegador Pedro Álvares Cabral (mas provavelmente foi de um olheiro acima de uma pilastra no navio) quando pela primeira vez deparou-se com a Ilha de Santa Cruz – que surpreendentemente era a Terra de Santa Cruz, que ao final concretizou-se como um novo continente que renderia provavelmente o equivalente atualizado de trilhões de reais aos cofres da Coroa Portuguesa, batizando esta abençoada terra de Brasil.

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Remontando a estes tempos em que os navegadores lusitanos viram que tinham que se jogar ao mar para buscar oportunidades de crescimento em meio ao seu isolamento ibérico, há cerca de seis meses atrás, alertei minha esposa de que o setor que ela trabalhava, o de bens de consumo, não estava indo bem… e com perspectivas de retração. Sugeri no entanto algumas vagas que eu havia visto aqui no LinkedIn de alguns setores que ainda estavam crescendo – como o de Serviços pela Internet. Após “n” entrevistas, ela ingressaria na Amazon Web Services(AWS), uma empresa que a encantou e, passado já alguns meses do reposicionamento, ela está realmente muito feliz com a escolha e encarando com enorme coragem a mudança necessária para transformar-se de Engenheira de Alimentos para uma notável consultora de Arquitetura de Soluções em TI.

servico-na-nuvemÉ uma mudança drástica. Para ela, o que – assim como para Cabral –  parecia ser uma ilha, uma nova área de atuação, transformou-se em um continente enorme – um setor que é sua recente paixão e que está em franca expansão, já que, muitos serviços ora feitos face-to-face (entregues in loco) foram substituídos por soluções à distância por tratarem-se de mais econômicos, ágeis e flexíveis – no caso da AWS por exemplo, as empresas estão deixando de ter seus próprios servidores por seu custo e manutenção para contratar de terceiros, como os da Amazon.

Ontem saiu o dado nada animador sobre o desemprego no Brasil – chegamos ao patamar de 7,5% da população ativa,  após uma década de desemprego baixíssimo. No cenário de recessão atual, muitos profissionais maravilhosos estão perdendo seus empregos e ficam um pouco sem referência de qual caminho seguir.

Como trabalho com treinamento, que como qualquer investimento é reduzido ou cortado em épocas de incerteza (bem como outros setores como maquinário, manutenção, propaganda) tenho tido a oportunidade de acompanhar algumas Ilhas de Crescimento, ou seja, empresas que mesmo não atingindo o crescimento que gostariam de dois dígitos, permanecessem em expansão no Brasil recessivo.

Pela minha percepção junto aos clientes, que acompanho, os setores menos abalados foram os setores Farmacêutico e de Serviços de Saúde em geral, Bancos de Varejo (os de Investimentos estão com questões como menos fusões e aquisições e migração de capital do Brasil para outros emergentes) e Serviços Financeiros (como sistemas de pagamentos ou seguros), Agricultura (depende da cultura – algumas  foram muito afetadas pela estiagem e cortes no crédito agrícola, assim como o setor de maquinário), Tecnologia (no caso serviços – bens de consumo duráveis não entram aqui também) e finalmente Educação (voltada à (re)colocação profissional, não a vista como investimento pelas organizações).

Nesta matéria da BBC Brasil (veja aqui a matéria na íntegra), foi publicado um ranking que achei muito próximo daquele que tenho visto no dia-a-dia. Achei espetacular pois colocaram em ordem de velocidade de crescimento, veja abaixo:

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Aliás, o último campo, vendas é uma unanimidade. Lembro que aprendi utilizando simuladores na Itália durante o mestrado em Gestão Comercial que existe uma correlação direta entre o número (quantidade) e o treinamento (qualidade) dos vendedores X volume de vendas. Parece até óbvio, mas o que quer dizer é que se existe uma crise aí sim deve-se investir ainda mais nos vendedores, para que encontrem e desenhem novas oportunidades em meio à escassez. Ou seja, reside aí uma oportunidade de migração sua de uma área mais técnica ou de suporte (que realmente correm maior risco durante tempos de crise) para a de vendas – e é importante trabalhar em sua formação para que tenha as habilidades e acima de tudo, atitudes, adequadas para esta função – veja esta matéria do Renato Fontana com as competências necessárias para vendas de alta performance.

Tenho visto que muitos os programas que os clientes da Enora Leaders têm focado neste ano são justamente os de Formação de Vendedores e Representantes Comerciais, Aceleração de Vendas ou Academias de Vendas.  Desta forma, que tal refletir se não é hora de pegar um barco, abrir o horizonte e desbravar o oceano do conhecimento – desenvolvendo novas habilidade e atitudes – para encontrar estas prósperas Ilhas de Crescimento?Só depende de você.

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João Marcelo Furlan é mestre em Gestão Comercial pela Scuola de Direzione Aziendale Bocconi (Itália) ESADE Business School (Espanha) e é sócio-fundador da Enora Leaders.

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