A Liderança em Momentos de Crise

Todos os anos a NRF guarda suas melhores palestras para o 2o dia do evento. Foi assim nos anos anteriores com os presidentes Bill Clinton e George Bush. Desta vez, o 2o dia da NRF 2015 contou com a palestra de Ben Benake.

Benjamin Bernake, foi o último presidente do FED (Banco Central Americano), de 2006 à 2014. Também foi eleito a Personalidade do Ano, em 2009 nos EUA, por ser um dos maiores influenciadores na retomada americana após a crise da bolha imobiliária de 2008.

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A parte mais importante de sua palestra falou exatamente sobre: como a escolha do seu estilo de liderança, em um momento de pânico financeiro, ajudou a reduzir a crise nacional e consequentemente lhe tornou a personalidade do ano.

Ben é economista, formado em Harvard, e firmou sua carreia com especializações e trabalhos acadêmicos voltados ao tema “pânico financeiro”.

Este termo significa, o comportamento da população em tempos de crise. A 150 anos atrás, quando primeiramente estudado, caracterizava a perda de confiança do povo sobre seu governo e a mudança comportamental que isso gerava na economia.

A diferença do pânico financeiro de 150 anos para hoje é que hoje a globalização exponencia o pânico.  Como por exemplo, o grau de elasticidade da quebra do banco americano Lehman Brothers, caracterizado como início da crise da bolha imobiliária americana em 2008, influenciou um efeito dominó ao redor do mundo.

Após diversas explicações de como o governo americano e o Presidente Bush analisaram as alternativas para saída da crise, ele entrou no momento mais intenso da palestra, que mostrou o modelo de liderança adotado e apontou os riscos e resultados.

Como os EUA têm 12 FEDs, e cada um deles é liderado por um representante de Estado. Ben avaliou o perfil de cada um destes representantes para usar uma comunicação leve, de consenso, e poder engajar todos naquele momento tão delicado.

Como ele previu que os diferentes interesse entre os 12 líderes do FED geraria conflito em algum momento, Ben deixou de lado um modelo pragmático e assumiu um modelo de gestor de equipe.

“Era importante trazer todos eles para o mesmo lado antes que começássemos a tomar as decisões e planejássemos nossas ações”, disse Ben.

Frente aos demais líderes do FED, seu ponto forte foi avaliado como sendo a pessoa mais acadêmica e colaborativa, capaz de analizar situações e conseqüências. Sabendo que seu grupo o via assim, optou pelas decisões de junção de ideias internas e externas, baseadas em reuniões com senadores  e governadores.

“Eu quis deixar claro à eles que, naquele momento a missão de lutar pelo nosso país era nossa  e que o povo dependia das nossas decisões”, afirmou Ben, quando mostrou que precisou colocar emoção frente aos demais líderes do FED para que eles amolecessem seus interesses políticos e passassem a pensar como um time e líderes de uma nação.

Outra ação de sua liderança, muito admirada pelos demais membros do governo, foi o uso da clareza de suas ações, pois os demais governadores e congressistas poderiam desconfiar de qualquer mudança de orçamento ou cortes em determinados setores se a explicação e os dados trazidos não fossem muito claros.

Isso levou Ben a ganhar mais apoiadores dentro do congresso.

Ao longo de sua liderança, no meio da crise, participou de várias palestras em universidades, canais de TV e rádio, Centros Militares, etc. Para acalmar o povo e fazê-los sentir que o governo seria claro e objetivo para mudar o cenário ruim nos anos seguintes.

No restante da palestra, Ben complementou sobre cenário atual mundial em relação aos EUA ter se recuperado da crise e o restante do mundo ainda não, principalmente a Europa, principal parceiro comercial dos EUA.

Foi otimista em relação à diversos fatores como a queda do valor do petróleo e o apoio dos países que saem da crise aos que continuam, o acesso ao crédito com menos risco aos bancos, o período de aposentadoria dos baby boomers, que já é uma realidade,  e o impacto disso no comércio e economia e planos de carreiras no mercado varejista, pois os baby boombers irão aumentar o consumo de bens e serviços.

Ao final da palestra, foi otimista em relação ao varejo frente à industria e disse acreditar que o setor continue sendo o responsável pelo desenvolvimento de pessoas e tecnologia nos próximos 5 à 10 anos.

Para saber mais sobre Ben Bernake:

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Ben_Bernanke

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